O país asiático considerado o mais populoso do mundo,com mais de 1 bilhão de habitantes
- um sétimo da população total do planeta - é responsável atualmente por 15% de tudo que é importado para o Brasil, superando países geograficamente mais próximos como Estados Unidos e Argentina. No natal, cerca de 70% dos eletrônicos e brinquedos comprados em lojas brasileiras é de fabricação chinesa.
Vale salientar que o sistema fabril chinês é duramente criticado devido as más condições de trabalho a qual estão expostos diariamente milhares de chineses, inclusive menores de idade. Em empresas como a Pegatron, fabricante terceirizada de aparelhos da Apple, a jornada de trabalho é de 100 horas extras por mês, desrespeitando a lei trabalhista chinesa que dita que o operário não faça mais de 36 horas extras. Os operários exaustos após as extenuantes horas de serviço, aproveitam os poucos instantes entre um turno e outro, dormindo no próprio chão, com camas de papelão improvisadas.
Outra corporação chinesa a Foxconn, maior fabricante de equipamentos eletrônicos do planeta e responsável pela produção de produtos para empresas como Sony, Nokia, Dell, Microsoft, Nintendo e Samsung, no ano de 2010 teve 18 tentativas de suicídio e 14 mortes entre os seus funcionários. A corporação então tomou providências como aumentar o salário de seus empregados e outras atitudes questionáveis como ameaçar de demissão os funcionários que falarem das condições insalubres do seu local de trabalho, bem como obrigá-los a assinar contratos afirmando que a companhia estará isenta de responsabilidade em caso de suicídio.
A procura de empresas estrangeiras, em sua maioria estadunidenses, para fabricar seus produtos na China, se deve principalmente a mão de obra barata do país. Histórica e economicamente há grandes disparidades entre as áreas rurais e urbanas chinesas, sendo o interior do país a origem da maioria dos operários, desqualificados profissionalmente e sem capacitação suficiente para concorrer com um chinês urbano educacionalmente mais instruído .
A troca comercial sino-brasileira promete se fortalecer ao longo dos anos, ao contrário felizmente da exploração dos operários chineses, já que o aumento do custo de vida nas metrópoles, associado à acentuada melhoria das condições de vida nas áreas rurais, está encorajando trabalhadores migrantes a procurar ocupações mais perto da sua família. É sem dúvida um pouco de esperança para as futuras gerações de operários na China.
Conhecendo melhor a China:








